Contando nossa história

Como nos conhecemos?

Nós, psicanalistas em suas trajetórias particulares de formação, nos conhecemos em parcerias de estudos e práticas, formando assim laços de trabalho. Em 2018, os Seminários Teórico-Clínicos oferecidos pelo Laboratório de Pesquisa “Psicanálise, Saúde e Instituição” (LABPSI) na Universidade de São Paulo (USP) possibilitou que houvesse um encontro entre todas.

Como não basta só estar na sala de aula, há de se ter algo a mais para o laço: um bom cafézinho! Entre um gole e outro, muitas trocas linguageiras aconteceram a fim de tentar aplacar as angústias causadas pelos enigmas das aulas de psicanálise lacaniana, das quais costuma-se sair com muito mais perguntas do que respostas. 

Do que tanto falávamos?

Nossos encontros no café possibilitaram uma tentativa de tradução da densidade da teoria absorvida nas aulas em uma linguagem mais acessível para nós, que vínhamos de percursos distintos e somávamos pontos de vista diferentes nas nossas construções. As discussões se estenderam e as trocas ganharam uma intimidade que possibilitou compartilharmos os avanços e obstáculos da clínica de cada uma.

Café, almoço e estudo     

As falas se estendiam e o espaço já não dava conta. O café precisava fechar, mas a conversa não... Ela estava em seu ápice! A descontinuidade da conversa nos deixava no vazio, mas o desejo da troca persistia através de caronas, almoços, encontros em Jornadas de Psicanálise, feiras de livros, grupos de estudos, cartéis e parcerias de trabalho em duplas e subgrupos. Entretanto,estes também não davam conta de cessar o nosso desejo de produzir juntas. Uma saída: criar nosso próprio espaço. Dar corpo ao nosso encontro.

Do Café ao Coletivo 

Nesses encontros, questionávamos como uma prática psicanalítica poderia se estender ao público. Público no sentido de uma transmissão da Psicanálise de modo que seja possível a quem se interessar. Para tanto, pretendemos oferecer dispositivos que possam atender às diferentes demandas: grupos de estudo, atendimento clínico, supervisão, artigos, rodas de conversa, entre outros. 

Em paralelo às reuniões que estavam acontecendo para formalizarmos o coletivo, fomos atravessadas pelo real da pandemia da COVID-19 e seus efeitos na realidade. Obrigadas a nos isolarmos, mais uma vez a descontinuidade apareceu em nossos encontros e sentimos a urgência de formalizar o coletivo para também nos debruçarmos sobre essa nova questão, compreender seus efeitos e desdobramentos nas pessoas e na cultura, por meio da leitura psicanalítica. O sofrimento psíquico causado por esse real levou-nos a pensar em como poderíamos oferecer uma escuta dessa demanda. O plantão online então surge como alternativa para responder a essas emergências de forma prática e acessível, tornando esse dispositivo disponível ao público.

Enfim, o coletivo se formou!

Convidamos vocês para mergulharem conosco nessa jornada e continuarmos juntos a construção do nosso coletivo, sustentando um espaço ético de escuta e transmissão do saber psicanalítico.
 

Nos encontramos entre um café e outro! 

 

Até breve!